OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2348

decepção terrível os espera? A taça sustentada pela mão não irá alcançar seus lábios, que serão feridos!

À obra, pois, Espíritas, e não esqueçais que deveis ser todo prudência e todo providência. Tendes um escudo, sabei dele se servir; uma âncora de salvação, não a negligencieis.

9 DE SETEMBRO DE 1867

(Ségur, sessão íntima. Médium sr. D...)

(Comunicação Espontânea.)

MINHA NOVA OBRA SOBRE A GÊNESE.

Duas palavras primeiro para a obra que está em trabalho. Como dissemos muitas vezes, é urgente pô-la em execução sem atraso e apressar, o mais possível, a sua publicação. É necessário que a primeira impressão seja produzida sobre os Espíritos quando o conflito europeu estourar; se ela tardasse, os acontecimentos brutais poderiam desviar a atenção das obras puramente filosóficas; e como esta obra está chamada a desempenhar o seu papel na elaboração que se prepara, não é preciso deixar de apresentá-la em tempo oportuno. Entretanto, não seria necessário, não mais para isso, restringir-lhe os desenvolvimentos. Dai-lhe toda amplitude desejável; cada pequena parte tem o seu peso na balança da ação, numa época tão decisiva quanto essa, e não é preciso nada negligenciar, não mais na ordem material do que na ordem moral.

Pessoalmente, estou satisfeito com o trabalho, mas a minha opinião é pouca coisa perto da satisfação daqueles a quem ela está chamada a transformar. O que me alegra, sobretudo, são suas conseqüências sobre as massas, tanto do espaço quanto da Terra.