OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2383

escrito, a esse programa, será um testemunho autêntico da maneira de encarar o Espiritismo. Essa adesão, constatando a uniformidade dos princípios, será, além disso, o laço que unirá os adeptos numa grande família, sem distinção de nacionalidades, sob o império de uma mesma fé, de uma comunhão de pensamentos, de vistas, e de aspirações. A crença no Espiritismo não será mais uma simples aquiescência, freqüentemente parcial, a uma idéia vaga, mas uma adesão motivada, feita com conhecimento de causa, constatada por um título oficial entregue ao adepto. Para evitar os inconvenientes da falta de precisão da qualidade de Espíritas, os signatários da profissão de fé tomarão o título de Espíritas professos.

Essa qualificação, repousando sobre uma base precisa e definida, não dá lugar a nenhum equívoco, permite aos adeptos que professem os mesmos princípios e caminhem no mesmo caminho, se reconhecerem sem outra formalidade senão a declaração de sua qualidade, e, havendo necessidade, a produção de seu título. Uma reunião composta de Espíritas professos, será necessariamente tão homogênea quanto o comporta a Humanidade.

Um formulário de profissão de fé, circunscrito e nitidamente definido, será o caminho traçado; o título de Espírita professo será a palavra de união.

Mas, dir-se-á, esse título é uma garantia suficiente contra os homens de sinceridade duvidosa?

Uma garantia absoluta contra a má-fé é impossível, porquanto há pessoas que fazem um jogo dos atos mais solenes; mas convir-se-á que essa garantia é maior do que quando não a havia de todo. Tal, aliás, que se dá sem escrúpulos por aquilo que não é, quando não se trata senão de palavras que se evolam, recua freqüentemente diante de uma afirmação espírita que deixa marcas, e que lhe poderia ser oposta no caso em que se desviasse do caminho reto. Se, entretanto, houvesse os que não fossem retidos por essa conside-