OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2388

e o crescimento dos recursos e das necessidades da causa, mas ainda seria preciso o necessário.

Foi para preparar os caminhos da instalação que consagramos, até este dia, o produto dos nossos trabalhos, assim como dissemos mais acima. Se os nossos meios pessoais não nos permitem fazer mais, teremos pelo menos a satisfação de ter-lhe posto a primeira pedra.

Suponhamos, pois, que, por uma via qualquer, a comissão central esteja, num tempo dado, posta em condições de funcionar, o que supõe uma renda de 25 a 30 mil francos, limitando-se, no início; os recursos de todas as naturezas, de que disporá, em capitais e produtos eventuais, constituirão a Caixa Geral do Espiritismo, que será objeto de uma contabilidade rigorosa. Estando reguladas as despesas obrigatórias, o excedente da renda aumentará o fundo comum; será proporcionalmente aos recursos desse fundo que a comissão proverá as diversas despesas úteis para o desenvolvimento da Doutrina, sem que jamais disso possa fazer seu proveito pessoal, nem uma fonte de especulação para nenhum de seus membros. O emprego dos fundos e a contabilidade serão, aliás, submetidos à verificação de comissários especiais, delegados para esse efeito pelos congressos ou assembléias gerais.

Um dos primeiros cuidados da comissão será se ocupar com as publicações, desde que para isso houver possibilidade, sem esperar poder fazê-lo com a ajuda da renda; os fundos destinados para esse uso não serão, em realidade, senão um adiantamento, uma vez que reentrarão pela venda das obras, cujo produto retornará ao fundo comum. É um negócio administrativo.

X

ALLAN KARDEC E A NOVA CONSTITUIÇÃO.

As considerações que encerra o extrato adiante da ata feita a propósito da caixa do Espiritismo, na Socieda-