O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IX - INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL 242

caminho que devemos seguir, e a liberdade de ceder a uma ou a outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

467 – Pode-se se libertar da influência dos Espíritos que nos solicitam ao mal?

– Sim, porque eles não se ligam senão aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por  seus  pensamentos.

468 – Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade, renunciam às suas tentativas?

– Que queres tu que eles façam? Quando não há nada a fazer, eles cedem o lugar; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

469 – Por que meios se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?

– Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores, e destruís o império que eles querem tomar sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que suscitam em vós os maus pensamentos, sopram a discórdia entre vós e vos excitam todas as más paixões. Desconfiai, sobretudo, daqueles que exaltam vosso orgulho porque vos tomam por vossa fraqueza. Eis porque Jesus nos faz dizer na oração dominical: "Senhor! não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos do mal".

470 – Os Espíritos que procuram nos induzir ao mal e que, assim, colocam em prova nossa firmeza no bem, receberam a missão de o fazer? E se é uma missão que cumprem, onde está a responsabilidade?

– Nunca o Espírito recebe a missão de fazer o mal. Quando ele o faz é por sua própria vontade e, por conseguinte, lhe suporta as conseqüências. Deus pode deixá-lo fazer para vos experimentar, mas não lhe ordena, e está em vós  repeli-lo.

471 – Quando experimentamos um sentimento de angústia, de ansiedade indefinível ou de satisfação interior sem causa conhecida, isso prende-se unicamente a uma disposição física?

– São quase sempre, com  efeito, comunicações que