O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IX - INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL 251

dos bons. Mas, se o protegido quiser, ele dará toda a força ao seu bom Espírito. O bom Espírito talvez encontre uma boa vontade, alhures, para ajudar; disto aproveita até seu retorno junto do seu protegido.

498 – Quando o Espírito protetor deixa seu protegido se transviar na vida, é por falta de força, de sua parte, na luta contra outros Espíritos malévolos?

– Não é porque ele não pode, mas porque ele não quer. Seu protegido sai das provas mais perfeito e mais instruído. Ele o assiste com seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que, infelizmente, não são sempre escutados. Não é senão a fraqueza, a negligência ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos; seu poder sobre vós resulta de não lhes opordes resistência.

499 – O Espírito protetor está constantemente com seu protegido? Não há alguma circunstância em que, sem o abandonar, o perca de vista?

– Há circunstâncias em que a presença do Espírito protetor não é necessária junto de seu protegido.

500 – Chega um momento em que o Espírito não tem mais necessidade de um anjo guardião?

– Sim, quando ele alcança um grau de poder conduzir a si mesmo, como chega o momento em que o escolar não tem mais necessidade do mestre; mas isso não ocorre sobre a vossa Terra.

501 – Por que a ação dos Espíritos sobre nossa existência é oculta e por que, quando nos protegem, não o fazem de uma forma ostensiva?

– Se contardes com a sua proteção, não agireis por vós mesmos, e vosso Espírito não progredirá. Para que possa avançar lhe é necessária a experiência e é preciso, freqüentemente, que ele a adquira às suas custas; é  preciso que exerça suas habilidades, sem isso seria como uma criança que não se permitisse andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem o bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre arbítrio, porque se não tiverdes responsabilidade não avançareis no caminho que vos deve conduzir até Deus. O homem, não vendo o seu apoio, se entrega às suas próprias  forças; seu  guia,  entretanto, vela