O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IX - INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL 252

sobre ele e, de tempos em tempos, lhe brada para desconfiar do perigo.

502 – O Espírito protetor que consegue conduzir seu protegido no bom caminho, experimenta algum bem para si mesmo?

– É um mérito do qual se lhe tem em conta, seja para seu próprio adiantamento, seja por sua alegria. Ele é feliz quando vê seu desvelo coroado de sucesso, triunfando como um preceptor triunfa com o sucesso de seu aluno.

– Ele é responsável se não triunfar?

– Não, visto que fez o que dele dependia.

503 – O  Espírito  protetor  que  vê  seu  protegido  seguir um mau caminho, malgrado seus avisos, sofre com isso e não lhe é uma causa  de  perturbação  para  a  sua  felicidade?

– Ele sofre por causa dos seus erros e o lastima. Mas essa aflição não tem as angústias da paternidade terrestre, porque sabe que há remédio para o mal, e que aquilo que não se faz hoje, far-se-á amanhã.

504 – Podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo guardião?

– Por que razão quereis saber sobre nomes que não existem para vós? Credes então que não haverá entre os Espíritos senão aqueles que conheceis?

– De que modo invocá-lo se não o conhecemos?

– Dai-lhe o nome que quiserdes, o de um Espírito superior pelo qual tendes simpatia ou veneração. Vosso Espírito protetor virá a esse apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem entre si.

505 – Os Espíritos protetores que tomam nomes conhecidos, são sempre, realmente, os das pessoas que usaram esses nomes?

– Não, mas de Espíritos que lhes são simpáticos e que, freqüentemente, vêm por sua ordem. Precisais de nomes, então, eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis cumprir uma missão pessoalmente, enviais, vós mesmos, um outro que age em vosso nome.