O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IX - INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL 262

considera como uma perturbação dos elementos, são devidos a causas fortuitas ou têm um fim providencial?

– Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.

– Esses fenômenos têm sempre o   homem  por objeto?

– Algumas vezes eles têm uma razão de ser direta para o homem, mas, freqüentemente, também não têm outro objeto que o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza.

– Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primeira, nisso como em todas as coisas, mas como sabemos que os Espíritos têm uma ação sobre a matéria e que são agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exerceriam uma influência sobre os elementos, para os agitar, acalmar ou dirigir.

– Mas é evidente e não pode ser de outra forma. Deus não se consagra a uma ação direta sobre a  matéria; tem seus agentes devotados em todos os graus da escala dos mundos.

537 – A mitologia dos Antigos é inteiramente fundada sobre as idéias espíritas, com a diferença de que olhavam os Espíritos como divindades. Ora, eles nos representam esses deuses, ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, alguns estavam encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir a vegetação, etc. Esta crença é destituída de fundamento?

– Ela é tão pouco destituída de fundamento, que está ainda bem abaixo da verdade.

– Pela mesma razão, poderia então haver Espíritos habitando o interior da Terra e presidindo seus fenômenos geológicos?

– Esses Espíritos não habitam positivamente a Terra, mas presidem e dirigem segundo suas atribuições. Um dia, tereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor.

538 – Os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza formam uma categoria especial no mundo espírita? São