O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IX - INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL 264

OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES

541 – Em uma batalha há Espíritos que assistem e sustentam cada partido?

– Sim, e que estimulam sua coragem.

Os Antigos, outrora, representavam os deuses tomando partido por tal ou tal povo. Esses deuses não eram outros senão Espíritos representados sob figuras alegóricas.

542 – Em uma guerra, a justiça está sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido pela injustiça?

– Sabeis bem que há Espíritos que não procuram senão a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra: a justiça da causa pouco os impressiona.

543 – Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?

– Sem nenhuma dúvida, os Espíritos podem influenciar por esse motivo, como por todas as concepções.

544 – Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe maus planos, tendo em vista perdê-lo?

– Sim, mas não tem ele seu livre arbítrio? Se seu julgamento não lhe permite distinguir uma idéia justa de uma idéia falsa, suporta as conseqüências, e faria melhor obedecer do que comandar.

545 – O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de segunda vista, uma vista intuitiva, que lhe mostre antecipadamente o resultado de seus planos?

– Freqüentemente, é assim no homem de gênio, é o que se chama inspiração, e faz com que ele aja com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e sabem aproveitar  as  faculdades  de  que  é dotado.

546 – No tumulto do combate, o que ocorre com os Espíritos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, depois da morte?

– Alguns se interessam, outros se afastam.