O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO III - CAP. VI - LEI DE DESTRUIÇÃO 322

melhor, que nos livra dos males desta, e que, assim, ela está mais para ser desejada que temida, por que o homem tem dela um horror instintivo que o faz temê-la?

– Já o dissemos, o homem deve procurar prolongar sua vida para cumprir sua tarefa. Por isso, Deus lhe deu o instinto de conservação que o sustém nas provas, e sem o qual se deixaria, muito freqüentemente, levar ao desencorajamen-to. A voz secreta que o faz repelir a morte lhe diz que ele pode ainda fazer alguma coisa pelo seu   adiantamento. Quando um perigo o ameaça, é uma advertência para que aproveite a moratória que Deus lhe concede. Mas ingrato! rende, mais freqüentemente, graças à sua estrela que ao seu Criador.

731 – Por que, ao lado dos meios de conservação, a Natureza, ao mesmo tempo, colocou os agentes destruidores?

– O remédio ao lado do mal. Já o dissemos, é para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.

732 – A necessidade de destruição é a mesma em todos os mundos?

– Ela é proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos, e cessa com um estado físico e moral mais depurado. Nos mundos mais avançados que o vosso, as condições de existências são outras.

733 – A necessidade da destruição existirá sempre entre os homens sobre a Terra?

– A necessidade de destruição enfraquece entre os homens, à medida que o Espírito se sobrepõe à matéria, e é por isso que vedes o horror à destruição seguir o desenvolvimento intelectual e moral.

734 – Em seu estado atual, o homem tem um direito ilimitado de destruição sobre os animais?

– Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua nutrição e à sua segurança. O abuso jamais foi um direito.

735 – Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança? Da caça, por exemplo, quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir sem utilidade?