O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO III - CAP. VI - LEI DE DESTRUIÇÃO 326

745 – Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

– Este é o verdadeiro culpado e precisará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a morte para satisfazer sua ambição.

HOMICÍDIO.

746 – O homicídio é um crime aos olhos de Deus?

– Sim, um grande crime, porque aquele que tira a vida do seu semelhante, corta uma vida de expiação ou de missão, e aí está o mal.

747 – O homicídio tem sempre o mesmo grau de culpabilidade?

– Já o dissemos: Deus é justo e julga a intenção mais do que o fato.

748 – Deus excusa o homicídio no caso de legítima defesa?

– Só a necessidade pode excusá-lo; mas se puder preservar a vida sem atingir a do agressor, deve-se fazê-lo.

749 – O homem é culpável pelas mortes que comete durante a guerra?

– Não, quando ele é constrangido pela força. Mas ele é culpável pelas crueldades que comete e ser-lhe-á levada em conta sua humanidade.

750 – Quem é mais culpável aos olhos de Deus, o parricida ou o infanticida?

– Ambos o são igualmente, porque todo crime é um crime.

751 – Como se explica que, entre certos povos já avançados do ponto de vista intelectual, o infanticídio esteja nos costumes e consagrados pela legislação?

– O desenvolvimento intelectual não leva à necessidade do bem. O Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. É aquele que tem vivido muito, sem se melhorar: ele o sabe.