O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO III - CAP. VIII - LEI DO PROGRESSO 341

inferiores, o meio que lhes convém, até que sejam dignos de virem ao nosso meio, transformados. A teoria vulgar tem, ainda, por conseqüência, que os trabalhos de aperfeiçoamento social não aproveitam senão às gerações presentes e futuras; é nulo para as gerações passadas que cometeram o erro de vir muito cedo, e que se tornam o que podem, carregadas que estão de seus atos de barbárie. Segundo a doutrina dos Espíritos, os progressos ulteriores aproveitam  igualmente  a  essas  gerações  que  viveram  em condições melhores e podem, assim, se aperfeiçoar ao abrigo da civilização. (222)

CIVILIZAÇÃO.

790 – A civilização é um progresso ou, segundo alguns filósofos, uma decadência da Humanidade?

– Progresso incompleto. O homem não passa subitamente da infância à idade madura.

– É racional condenar a civilização?

– Condenai antes aqueles que abusam dela, e não a obra de Deus.

791 – A civilização se depurará, um dia, de maneira a fazer desaparecer os males que ela tenha produzido?

– Sim, quando o moral estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.

792 – Por que a civilização não realiza, imediatamente, todo o bem que ela poderia produzir?

– Porque os homens não estão ainda prontos, nem dispostos a obter esse bem.

– Não seria também porque criando novas necessidades, ela superexcita paixões novas?

– Sim, e porque todas as faculdades do Espírito não progridem ao mesmo tempo. É preciso tempo para tudo. Não podeis esperar frutos perfeitos de uma civilização incompleta. (751-780)

793 – Por que sinais se pode reconhecer uma civilização completa?

– Vós a reconhecereis no desenvolvimento moral. Acreditais estar bem avançados porque tendes feito grandes descobertas e invenções maravilhosas, e estais melhor alojados