O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO III - CAP. X - LEI DE LIBERDADE 364

les que passam sua vida na abundância e na felicidade humana são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. Assim, o número dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, já que os Espíritos procuram, na maioria, a prova que resulte a mais frutífera. Eles vêem muito bem a futilidade das vossas grandezas e das vossas alegrias. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada: não o seria senão pela ausência da dor. (525 e seguintes.)

867 – De onde vem a expressão: Nascer sob uma feliz estrela?

– Velha superstição que ligava as estrelas ao destino de cada homem; alegoria que certas pessoas têm a tolice de tomar ao pé da letra.

CONHECIMENTO DO FUTURO.

868 – O futuro pode ser revelado ao homem?

– Em princípio, o futuro lhe é oculto e não é senão em casos raros e excepcionais que Deus permite a revelação.

869 – Com que objetivo o futuro está oculto ao homem?

– Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem que se ocupar dela, ou então, procuraria dificultá-la. Deus não quis que fosse assim, a fim de que cada um concorresse para a realização das coisas, mesmo às quais gostaria de se opor. Assim, tu mesmo, freqüentemente, preparas, sem desconfiar disso, os acontecimentos que sobrevirão no curso da tua vida.

870 – Visto que é útil que o futuro seja desconhecido, por que Deus, algumas vezes, permite a sua revelação?

– Ele o permite quando esse conhecimento  prévio deve facilitar a realização da  coisa em  lugar  de  dificultá-la, obrigando a agir de modo diverso do que se faria sem esse conhecimento. Aliás, freqüentemente, é uma  prova. A perspectiva de um acontecimento  pode  despertar  pensamentos mais ou menos bons; por exemplo, se um homem deve saber  que  receberá  uma   herança, com  a qual não conta, poderá  ser solicitado por  sentimento de cupidez, pela