O LIVRO DOS MÉDIUNS - PRIMEIRA PARTE - CAPÍTULO IV 508

2º Os  Espíritos constituem o mundo invisível; estão por toda parte; os espaços são por eles povados ao infinito;

estão, sem cessar, ao nosso redor e com eles estamos em contato.

3º Os Espíritos reagem, incessantemente, sobre o mundo físico e sobre o mundo moral, e são uma das forças da Natureza.

4º Os Espíritos não são seres à parte na criação; são as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou em outros mundos, e que deixaram seu envoltório corporal; de onde se segue que as almas dos homens são Espíritos encarnados; e que morrendo nos tornamos Espíritos.

5º Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância.

6º Todos estão submetidos à lei do progresso, e todos podem alcançar a perfeição; mas como têm seu livre arbítrio, alcançam-na em um tempo mais ou menos longo, segundo seus esforços e sua vontade.

7º São felizes ou infelizes, segundo o bem ou o mal que fizeram durante sua vida e o grau de adiantamento que atingiram. A felicidade perfeita e sem mescla não é partilhada senão pelos Espíritos chegados ao supremo grau de perfeição.

8º Todos os Espíritos, em circunstâncias dadas, podem se manifestar aos homens; o número dos que podem se comunicar é indefinido.

9º Os Espíritos se comunicam por intermédio de médiuns, que lhes servem de instrumentos e de intérpretes.

10º Reconhecem-se a superioridade ou a inferioridade dos  Espíritos   por sua linguagem; os bons não aconselham senão o bem e não dizem senão coisas boas: tudo neles   atesta  a elevação; os maus enganam, e todas as suas palavras carregam a marca da imperfeição e da ignorância.

Os   diferentes   graus  que os Espíritos percorrem estão indicados na Escala  espírita (O Livro  dos  Espíritos, li-