O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO III 527

para isso; depois cestinhas, caixas de papelão e, enfim, simples pranchetas. A escrita era tão corrente, tão rápida e tão fácil como com a mão, mas reconheceu-se mais tarde que todos esses objetos não eram definitivamente, senão apêndices, verdadeiras lapiseiras dos quais se podia prescindir, segurando o médium, ele mesmo, o lápis; a mão, arrastada por um movimento involuntário, escrevia sob o impulso dado pelo Espírito, e sem o concurso da vontade ou do pensamento do médium. Desde então, as comunicações de além-túmulo não tiveram mais limites do que a correspondência habitual entre vivos. Voltaremos a esses diferentes meios e os explicaremos com detalhes; nós os esboçamos rapidamente para mostrar a sucessão dos fatos que conduziram à constatação, nesses fenômenos, da intervenção de inteligências ocultas, ou dos Espíritos.