O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO V 546

Espírito batedor de Bergzabern, cujas más visitas duraram mais de oito anos (números de maio, junho e julho de 1858); a de Dibbelsdorp (agosto de 1858); a do padeiro das Grandes-Vendas, perto de Dieppe (março de 1860); a da Rua de Noyers, em Paris (agosto de 1860); a do Espírito de Castelnaudary, sob o título de História de um condenado (fevereiro de 1860); a do fabricante de São Petersburgo (abril de 1860), e muitas outras.

89. Os fatos dessa natureza têm, freqüentemente, o caráter de uma verdadeira perseguição. Conhecemos seis irmãs que moravam juntas, e que, durante vários anos, encontravam pela manhã suas roupas dispersadas, escondidas até sobre o teto, rasgadas e cortadas em pedaços, mesmo tomando a precaução de fechá-las a chave. Freqüentemente, ocorre que pessoas deitadas e perfeitamente despertas, vejam sacudir suas cortinas, arrancar violentamente suas cobertas e seus travesseiros; foram erguidas por sobre seus colchões, e, algumas vezes mesmo, atiradas fora do leito. Esses fatos são mais freqüentes do que se crê; mas, na maioria das vezes, aqueles que lhes são vítimas, não ousam falar deles com medo do ridículo. É do nosso   conhecimento que se acreditou curar certos indivíduos do que se admitia como alucinações, submetendo-o ao tratamento dos alienados, o que os tornou realmente loucos.  A  Medicina  não  pode compreender essas coisas, porque não admite nas causas senão o elemento material, de onde resultam equívocos freqüentementes funestos. A História narrará, um dia, certos tratamentos do século  dezenove,  como   narra   hoje  certos procedimentos da Idade Média.

Admitimos perfeitamente  que  certos   fatos são obra da malícia ou da malevolência; mas se, depois de constatados, permanece averiguado que não são obra dos homens, é preciso convir que são obra, uns dirão do diabo, e nós, nós diremos que são dos Espíritos; mas de que Espíritos?

90. Os Espíritos superiores, tanto como entre nós os homens graves e sérios, não se divertem fazendo algazarra.   Freqüentemente,  nós os fazemos vir para perguntar-