O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO V 550

casos,   embora haja  os   que  o   Espírito  parece agir sozinho; mas então ele poderia tirar o fluido animalizado alhures  do que de uma pessoa presente. Isso explica porque  os  Espíritos que nos rodeiam sem cessar, não produzem, a cada instante, perturbações. É necessário, primeiro, que o Espírito o queira, que tenha um objetivo, um motivo, sem isso não faz nada. Freqüentemente, é necessário, em seguida, que encontre, precisamente no lugar em que gostaria de agir, uma pessoa apta a secundá-lo, coincidência que se encontra muito raramente. Essa pessoa sobrevindo  inopinadamente, dela se aproveita. Malgrado a reunião das circunstâncias favoráveis,  poderia ainda disso ser impedido por uma vontade   superior  que não lhe permitisse agir à sua vontade. Pode não ser-lhe permitido fazê-lo senão em certos limites, e no caso em que essas manifestações seriam julgadas úteis, seja  como  meio de convicção,  seja como prova para a pessoa que delas é objeto.

94. Não  citaremos,  a  esse  respeito,  senão   o  diálogo  provocado a  propósito  dos  fatos  que  se  passaram, em  junho  de  1860,  na  rua de  Noyers, em Paris. Encontrar-se-ão  os detalhes na Revista Espírita,  número  de  agosto de 1860.

1. (A São Luís) Teríeis a bondade de nos dizer se os fatos que se diz terem se passado na rua de Noyers são reais? Quanto à possibilidade não duvidamos.

Sim, esses fatos são verdadeiros; somente a imaginação dos homens os aumentarão, seja por medo, seja por ironia, mais repito que são verdadeiros. Estas manifestações são provocadas por um Espírito que se diverte um pouco às custas dos habitantes do lugar.

2. Há, nessa casa, uma pessoa que seja causa destas manifestações?

São sempre causadas pela presença da pessoa à qual se ataca; é que o Espírito perturbador, vendo o habitante do lugar onde está, quer lhe fazer traquinices, ou mesmo procurar desalojá-lo.

3. Perguntamos  se,  entre  os  habitantes da casa, há