O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO V 551

algum que seja a causa destes fenômenos por uma influência medianímica espontânea e voluntária?

É bem necessário; sem ele o fato não poderia ocorrer. Um Espírito habita um lugar de sua predileção; fica inativo até que uma natureza que lhe seja conveniente, se apresente nesse lugar; quando essa pessoa chega, se diverte o quanto pode.

4. A presença dessa pessoa nos próprios lugares é indispensável?

É o caso mais comum, e este é o fato que citais; por isso disse que sem isso o fato não ocorreria; mas não quis generalizar; há casos que a presença imediata não é necessária.

5. Esses Espíritos, sendo sempre de uma ordem inferior, a aptidão a lhes servir de auxiliares é uma presunção desfavorável para a pessoa? Isso anuncia uma simpatia com os seres desta natureza?

Não precisamente, porque essa aptidão se prende a uma disposição física; entretanto, anuncia, muito freqüentemente, uma tendência material que seria preferível não ter: porque  quanto  mais se está elevado moralmente, mais se atrai os bons Espíritos, que afastam necessariamente os maus.

6. Onde o Espírito vai apanhar os projéteis dos quais se serve?

Esses diversos objetos, o mais freqüentemente, são apanhados nos próprios lugares ou na vizinhança; uma força vinda de um Espírito os lança no espaço, e caem num lugar designado por este Espírito.

7. Uma vez que as manifestações espontâneas são freqüentemente permitidas e mesmo provocadas com o objetivo de convencer, parece-nos que se certos incrédulos delas fossem pessoalmente o objeto, seriam mais forçados a se renderem à evidência. Queixam-se algumas vezes de não poderem ser testemunhas de fatos concludentes; não dependeria dos Espíritos o fazer-lhes dar alguma prova sensível?