O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO V 555

Nota: Ver-se-á mais tarde o quanto se pode contribuir para o adiantamento e o alívio de Espíritos inferiores, pela prece e  conselhos.

18. Qual era seu nome quando vivo?

Jeannet.

19. Muito bem! Jeannet, oraremos por ti. Diga-nos se nossa evocação te causou prazer ou contrariedade.

Antes prazer, porque sois bons, alegres viventes, embora um pouco austeros; pouco importa, me escutastes e estou contente.

Jeannet

FENÔMENO DE TRANSPORTE

96. Este fenômeno não difere dos que acabamos de falar senão pela intenção benevolente do Espírito, que é o autor, pela natureza dos objetos, quase sempre graciosos, e pela maneira doce e freqüentemente delicada com que são transportados. Consiste no transporte espontâneo de objetos que não existiam no lugar onde se está; estes são, o mais freqüentemente, flores, algumas vezes frutas, bombons, jóias, etc.

97. Dizemos, desde logo, que este fenômeno é um dos que mais se prestam à imitação, e, por consequência, é preciso  manter-se em  guarda   contra  a   fraude.  Sabe-se até  onde  pode  chegar  a arte da  prestidigitação em fatos de   experiências deste  gênero;  mas, sem ter pela frente a um  homem  do ofício, poder-se-á ser facilmente enganado por uma manobra hábil e interesseira. A melhor de todas as garantias, está no caráter, na honorabilidade notória, e no desinteresse absoluto da pessoa que obtém semelhantes efeitos; em segundo lugar, no exame atento de todas as circunstâncias nas quais os fatos se produzem; enfim, no conhecimento esclarecido do Espiritismo, que só pode fazer descobrir o que era suspeito.