O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO V 563

so temos permissão; poderia causar-nos, e muito grande, se quiséssemos produzir estes efeitos sem estarmos para isso autorizados.

Nota de Erasto. Não quer admitir sua dificuldade, embora seja real, uma   vez  que  está  forçado  a  fazer  uma  operação,  por assim dizer, material.

12. Quais são as dificuldades que encontrais?

Nenhuma outra a não ser as más disposições fluídicas que podem nos ser contrárias.

13. Como transportais o objeto; os prendeis com as mãos?

Não, nós o envolvemos em nós.

Nota de Erasto.  Ele não explica claramente sua operação, porque não envolve o objeto com sua própria personalidade; mas, como seu fluido pessoal é dilatável, penetrável e expansível, combina uma parte desse fluido com uma parte de fluido animalizado do médium, e é nessa combinação que ele esconde e transporta o  objeto  motivo do transporte. Não é, pois, justo dizer que o envolve nele.

14. Transportaríeis   com a mesma facilidade um objeto   de  um   peso   considerável,  de  50  quilos,   por exemplo?

O peso não é nada para nós; transportamos flores porque isso pode ser mais agradável do que um peso volumoso.

Nota de Erasto. É justo; pode transportar cem ou duzentos quilos de objetos, porque a gravidade que existe para vós, está anulada para ele; mas, ainda aqui, não se rende conta do que se passa. A massa dos fluidos combinados é proporcional à massa dos objetos, em uma palavra, a força deve estar em razão da resistência; de onde se segue que, se o Espirito não transporta senão uma flor ou um objeto leve, freqüentemente, é porque não encontra no médium, ou nele mesmo, os elementos necessários para um esforço mais considerável.

15. Algumas vezes, há desaparecimento de objetos cuja causa é ignorada, e que seria obra dos Espíritos?