O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO VI 569

dizer do que têm medo, mas, seguramente, deveriam temer mais de encontrar homens do que Espíritos, porque um malfeitor é mais perigoso vivo do que depois de sua morte. Uma dama do nosso conhecimento teve, uma tarde, em seu quarto, uma aparição tão bem caracterizada que acreditou estar na presença de alguém, e seu primeiro movimento foi o de espanto. Estando assegurada de que não havia ninguém, ela disse: Parece que isto não é senão um Espírito; posso dormir tranqüila.

11. Aquele a quem um Espírito aparece, poderia iniciar uma conversação com ele?

Perfeitamente, e é mesmo o que se deve sempre fazer em semelhante caso, perguntando ao Espírito quem é, o que deseja e o que se pode fazer para ser-lhe útil. Se o Espírito é infeliz e sofredor, a comiseração que se lhe testemunha o alivia; se é um Espírito benévolo, pode vir com a intenção de dar bons conselhos.

– Nesse caso, como o Espírito pode responder?

Às vezes o faz por meio de sons articulados como o faria uma pessoa viva; o mais freqüentemente, há transmissão de pensamentos.

12. Os Espíritos que aparecem com asas, as têm realmente, ou essas asas não são mais do que uma aparência simbólica?

Os  Espíritos  não têm asas; delas não têm necessidade, uma vez que podem se transportar para toda parte como Espíritos. Aparecem segundo o modo com o qual querem sensibilizar a pessoa à qual se mostram: uns aparecerão com o traje vulgar, outros envolvidos em roupagens, alguns com asas, como atributo da categoria de Espíritos que representam.

13. As pessoas que se vêem em sonho, são sempre aquelas das quais têm o aspecto?

São, quase sempre, essas mesmas pessoas que vosso Espírito vai encontrar ou que vêm vos encontrar.

14. Os   Espíritos  zombeteiros   não   poderiam   tomar