O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO VI 573

cular,  que não tem analogia para vós, e que o torna perceptível.

24. Os Espíritos que aparecem são sempre inapreensíveis e inacessíveis ao tato?

Inapreensíveis como num sonho, em seu estado normal; entretanto, podem fazer impressões sobre o tato, e deixar traços de sua presença, e mesmo, em certos casos, tornarem-se momentaneamente tangíveis, o que prova que entre eles e vós há uma matéria.

25. Todo mundo está apto para ver os Espíritos?

No sono sim, mas não no estado de vigília. No sono, a alma vê sem intermediários; na vigília é sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos; por isso, as condições não são sempre as mesmas.

26. A que se prende a faculdade de ver os Espíritos durante a vigília?

Essa faculdade depende do organismo; prende-se à facilidade  maior  ou menor que  tem  o  fluido  do  vidente para  se   comunicar com o fluido do Espírito.   Assim,  não  basta ao Espírito querer se mostrar, é preciso ainda que encontre, na pessoa à qual quer se fazer ver, a aptidão necessária.

Essa faculdade pode se desenvolver pelo exercício?

Ela o pode, como todas as outras faculdades; mas é uma  daquelas nas quais é melhor esperar o desenvolvimento  natural do que provocá-lo, por temor de superexcitar  a  imaginação.  A  visão  geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não está nas condições normais do homem.

27. Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?

Isto se pode algumas vezes, mas muito raramente; ela é quase sempre espontânea. É necessário, para fazê-lo, estar dotado de uma faculdade especial.

28. Os Espíritos podem se tornar visíveis sob uma aparência diversa da forma humana?