O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO VIII 599

comum e mesmo tinta de imprensa. Eis o fato em toda a sua simplicidade, e cuja reprodução, embora pouco comum, não é, entretanto, muito rara, porque há pessoas que o obtêm com muita facilidade. Se se colocasse um lápis com o papel, poder-se-ia crer que o Espírito dele se serviu para escrever; mas, do momento em que o papel está inteiramente só, é evidente que a escrita está formada por uma matéria depositada; de onde o Espírito tomou essa matéria? Tal é a questão à solução da qual vamos ser conduzidos pela tabaqueira, de que falamos a toda hora.

128. Foi o Espírito de São Luís quem nos deu essa solução, nas respostas seguintes:

1. Citamos  um  caso  de  aparição  de  uma pessoa viva.  Esse  Espírito  tinha uma tabaqueira e a aspirava. Ele experimentava a sensação que se experimenta em aspirando?

Não.

2. Essa tabaqueira tinha a forma da outra, da qual se servia   habitualmente, e  que  estava em sua casa. Que era aquela tabaqueira que estava entre as mãos daquele homem?

Uma aparência; era para que a circunstância fosse notada, como o foi, e para que a aparição não fosse tomada por uma alucinação, produzida pelo estado de saúde da vidente. O Espírito queria que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença, e tomou todas as aparências da realidade.

3. Dizeis que é uma  aparência;  mas  uma   aparência nada tem de  real, é como uma ilusão de ótica; queremos saber se a  tabaqueira em questão não era senão uma imagem da realidade, ou se nela havia alguma coisa de material?

Certamente; é com a ajuda desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestuários semelhantes ao que o Espírito usava quando vivia.

Nota.  É   evidente   que  se  deve  entender  aqui  a   palavra  aparência no   sentido  de  aspecto,  imitação.  A   tabaqueira  real