O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XIV 634

mente aptos a produzirem fenômenos materiais, tais como os movimentos dos corpos inertes, os ruídos, etc. Podem-se dividi-los em médiuns facultativos e médiuns involuntários. (Ver 2ª parte, capítulo II e IV.)

Os médiuns facultativos são aqueles que têm consciência  do seu poder e que produzem fenômenos espíritas por ato da sua vontade. Esta faculdade, se bem que inerente à  espécie  humana, como já  dissemos, está longe de existir  entre  todos no mesmo grau; mas se há poucas pessoas nas quais seja absolutamente nula, as que são aptas a produzirem os grandes efeitos, tais como a suspensão de corpos   pesados  no  espaço, a translação aérea e, sobretudo, as aparições, são mais raras ainda. Os mais simples efeitos  são  os   da   rotação  de  um objeto, das pancadas pelo levantamento desse objeto ou na sua própria substância. Sem ligar uma importância capital a esses fenômenos,  nos  empenhamos  em não negligenciá-los; podem dar  lugar  a  observações  interessantes e ajudar a convicção.  Mas,  há  a  se anotar que a faculdade de produzir efeitos  materiais existe raramente naqueles que têm meios mais perfeitos de  comunicação,  como  a escrita ou a palavra. Geralmente a faculdade diminui num sentido, à medida que se desenvolve em outro.

161. Os médiuns involuntários ou naturais são aqueles cuja influência se exerce com o seu desconhecimento. Não têm nenhuma consciência do seu poder e, freqüentemente,  o  que  se passa de anormal ao seu redor não  lhes  parece  em  nada  extraordinário;  isso faz parte deles mesmos, absolutamente como as pessoas dotadas da segunda vista  e  que  dela não suspeitam. Esses assuntos são muito  dignos  de   observação, e não se deve negligenciar de recolher e de estudar os fatos desse gênero que podem chegar ao nosso conhecimento; manifestam-se em todas as idades, e, freqüentemente, entre crianças muito jovens  (Ver  acima,  capítulo  V,   Manifestações   espontâneas.)

Esta faculdade não é, por ela mesma, indício de um estado  patológico,  porque não é incompatível com uma saúde perfeita. Se aquele que a possui sofre, isso deve-se a