O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XIV 638

causa puramente física. A questão está em saber se as pessoas elétricas teriam uma aptidão maior para tornarem-se médiuns de efeitos físicos; nós o pensamos, mas isso seria um resultado da experiência.

2. Médiuns sensitivos ou impressionáveis

164. Assim se designam as pessoas suscetíveis de sentirem a  presença   dos  Espíritos  por uma vaga impressão,  uma  espécie de  roçadura  sobre  todos os membros, da  qual   não  podem  se dar conta. Esta variedade não tem um caráter bem definido; todos os médiuns são necessariamente impressionáveis e a impressionabilidade, assim, é antes uma qualidade geral do que especial: é a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras; difere da impressionabilidade puramente física e nervosa, com a qual é preciso não confundi-la; porque há pessoas  que não têm nervos delicados e que sentem mais ou  menos  o efeito da presença dos Espíritos, da mesma forma  que  há  outras  muito  irritáveis   que não os sentem, absolutamente.

Esta   faculdade se   desenvolve  pelo   hábito,  e   pode   adquirir tal  sutileza   que  aquele  que  dela está dotado reconhece, na impressão que sente, não só a natureza boa ou  má  do  Espírito que está ao seu lado, mas também sua individualidade,  como  um   cego reconhece, por um certo não   sei  quê,  a  aproximação  de  tal  ou tal pessoa; torna-se,  com  relação  aos  Espíritos,   um verdadeiro sensitivo. Um   bom   Espírito tem sempre uma impressão doce e agradável; a de um mau Espírito, ao contrário, é penosa, ansiosa  e  desagradável;  há  como  um  cheiro  de  impureza.

3. Médiuns audientes.

165. Eles ouvem a voz dos Espíritos; como dissemos, falando da pneumatofonia, algumas vezes é uma voz íntima que se faz ouvir no foro interior; de outras vezes é uma voz exterior, clara e distinta como a de uma pessoa viva.

Os   médiuns   audientes  podem,   assim,   entrar   em