O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVI 669

sempre uma impressão doce e agradável; os maus, ao contrário, produzem uma impressão penosa.

"É preciso que esses médiuns não se sirvam, senão raramente, de   sua faculdade medianímica, cujo uso muito freqüente poderia afetar o sistema nervoso." (Capítulo da Identidade, distinção dos bons e dos maus Espíritos.)

195. 5º - SEGUNDO AS QUALIDADES MORAIS DO MÉDIUM

Nós os mencionamos sumariamente para memória e para completar o quadro, visto que serão desenvolvidos mais adiante, nos capítulos especiais: Da influência moral dos médiuns, Da obsessão, Da identidade dos Espíritos, e outros, sobre os quais chamamos uma atenção particular; aí se verá a influência que as qualidades e as manias dos médiuns podem exercer sobre a firmeza das comunicações, e quais são os que, com razão, se podem considerar como médiuns imperfeitos ou bons médiuns.

196. MÉDIUNS IMPERFEITOS

Médiuns obsidiados: aqueles que não podem se desembaraçar dos Espíritos importunos e mentirosos, mas não se iludem.

Médiuns fascinados: aqueles que são enganados pelos Espíritos mentirosos, e se iludem sobre a natureza das comunicações que recebem.

Médiuns subjugados: os que sofrem uma dominação moral e, freqüentemente, material da parte dos maus Espíritos.

Médiuns levianos: os que não tomam sua faculdade a sério, e dela não se servem senão por passatempo ou para coisas fúteis.

Médiuns indiferentes: os que não tiram nenhum proveito moral das instruções que recebem, e não modificam em nada sua conduta e seus hábitos.

Médiuns presunçosos: os que têm a pretensão de se-