O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVI 670

rem os únicos em relação com os Espíritos superiores. Crêem em sua infalibilidade, e consideram como inferior e errado tudo o que não procede deles.

Médiuns orgulhosos: os  que se envaidecem das comunicações que recebem; crêem não ter mais nada para aprender no Espiritismo, e não tomam para si as lições que recebem, freqüentemente, da parte dos Espíritos. Não se contentam  com  as  faculdades que possuem: querem tê-las todas.

Médiuns suscetíveis: variedade de médiuns orgulhosos; melindram-se com as críticas das quais suas comunicações podem ser objeto; se irritam com a menor contrariedade,   e se mostram o que obtêm é para que seja admirado,  e  não  para  pedir   pareceres.   Geralmente, tomam aversão  pelas  pessoas que não os aplaudem sem reserva, e desertam das reuniões onde não possam se impor e dominar.

"Deixai-os irem se pavonear em outra parte e procurarem ouvidos mais complacentes, ou se retirarem para o isolamento; as reuniões que se privam da sua presença não têm uma grande perda". (ERASTO.)

Médiuns mercenários: os   que exploram sua faculdade.

Médiuns ambiciosos: os que, sem pôr a preço sua faculdade, esperam dela tirar quaisquer vantagens.

Médiuns de má-fé: os que, tendo faculdades reais, simulam as que não têm para se darem importância. Não se pode dar o título de médium a pessoas que, não tendo nenhuma faculdade medianímica, não produzem efeitos senão pela charlatanice.

Médiuns egoístas: aqueles que não se servem de suas faculdades senão para seu uso pessoal, e guardam para eles as comunicações que recebem.

Méiuns invejosos:  os que vêem com despeito os outros   médiuns,    melhor  apreciados  e  que lhes são superiores.