O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVI 671

Todas essas más qualidades têm, necessariamente, a sua contra partida no bem.

197. BONS MÉDIUNS

Médiuns sérios: os que não se servem de sua faculdade senão para o bem e para as coisas verdadeiramente úteis; crêem profaná-la fazendo-a servir à satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.

Médiuns modestos: os que não se atribuem nenhum mérito pelas comunicações que recebem, por belas que sejam; se consideram como estranhos e não se crêem ao abrigo das mistificações. Longe de fugirem aos avisos desinteressados, os solicitam.

Médiuns devotados: os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve, quando isto seja necessário, sacrificar seus gostos, seus hábitos, seus prazeres, seu tempo, e mesmo seus interesses materiais, para o bem dos outros.

Médiuns seguros: os que, além da facilidade de execução, merecem plena confiança, por seu próprio caráter, a   natureza  elevada   dos  Espíritos que os assistem, e que são  os  menos  expostos a  serem enganados. Veremos mais  tarde que esta segurança não depende de nenhum modo  dos  nomes mais ou menos respeitáveis que os Espíritos tomam.

"É incontestável, bem o sabeis, que criticando assim as qualidades e as manias dos médiuns, isso suscitará contrariedade e mesmo animosidade em alguns; mas, o que importa? A mediunidade se expande dia por dia mais, e o médium que tomasse estas reflexões por mal provaria uma coisa: que não é bom médium, quer dizer, que está assistido por maus Espíritos. De resto, como disse, tudo isso não terá senão um tempo, e os maus médiuns, os que abusam ou usam mal suas faculdades, sofrerão tristes conseqüências por isso, como já ocorreu com alguns; aprenderão às suas custas o que custa fazer girar em proveito de suas paixões terrestres um dom que Deus não lhes havia dado senão para seu adiantamento moral. Se não podeis conduzi-los para o bom caminho, lamentai-os, porque, posso dizê-lo, são réprobos de Deus." (ERASTO.)