O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVII 676

ções fluídicas se estabeleçam com mais facilidade, qualquer que seja a simpatia que se tem por ele. Antes, pois, de pensar em obter comunicações de tal ou tal Espírito, é preciso dedicar-se ao desenvolvimento da faculdade, e para isso é preciso fazer uma chamada geral e se dirigir, sobretudo, ao seu anjo guardião.

Não há   aqui fórmula   sacramental;   quem   pretender oferecer uma,   pode   ousadamente   ser  tachado de charlatanice,   porque, para os Espíritos, a fórmula não é nada. Todavia, a evocação deve sempre ser feita em nome de Deus; poder-se-á fazê-la nos termos seguintes ou equivalentes: Peço a Deus todo-poderoso permitir a um bom Espírito se comunicar comigo e me fazer escrever; peço também  ao   meu anjo guardião dignar-se assistir-me e afastar os maus Espíritos. Espera-se, então, que um Espírito se  manifeste  fazendo   escrever   alguma   coisa. Pode ser que   esse  seja  o   que  se deseja, como pode ser também que seja um Espírito desconhecido, ou o anjo guardião, mas, em todos os casos, geralmente, se faz conhecer escrevendo seu nome; mas, então, se apresenta a questão da identidade,   uma   das que requerem maior experiência, porque   são  poucos os iniciantes que não estejam expostos a serem enganados. Nós a trataremos mais adiante em um capítulo especial.

Quando se quer evocar Espíritos determinados, é muito essencial, ao começar, dirigir-se àqueles que se sabe serem simpáticos e que podem ter um motivo para virem, como os parentes ou os amigos. Nesse caso, a evocação pode ser assim   formulada:  Em nome de Deus todo-poderoso, peço ao   Espírito   de  tal que se comunique comigo; ou então: Peço a Deus todo-poderoso permitir ao Espírito de tal comunicar-se  comigo;   ou  qualquer   outra   fórmula, respondendo ao mesmo pensamento. Não é menos necessário que as primeiras perguntas sejam concebidas de tal forma que a resposta seja simplesmente sim ou não, como por exemplo: – Estás aí? Queres responder-me? Podes me fazer  escrever? etc. Mais tarde, esta precaução se torna inútil; não se trata, no começo, senão de uma relação a estabelecer;   o   essencial  é que a pergunta não seja fútil, que   não  trate  de  coisas  de   interesse privado e, sobretudo,