O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVII 686

se comunicam, e o que há de mais notável é que a mesma caligrafia   se   reproduz   constantemente  com o mesmo Espírito,  e  algumas vezes é idêntica com a que tinha em vida;   veremos, mais tarde, as conseqüências que disso se podem  tirar quanto à identidade.    A mudança de caligrafia não  ocorre  senão  com os médiuns mecânicos e semi-mecânicos, porque neles o movimento da mão é involuntário e dirigido pelo Espírito; não ocorre o mesmo com os médiuns  puramente intuitivos, tendo em vista que, nesse caso, o Espírito atua unicamente sobre o pensamento, e a mão é dirigida pela vontade, como nas circunstâncias comuns; mas a uniformidade da caligrafia, mesmo nos médiuns  mecânicos, não prova absolutamente nada contra a  faculdade, não   sendo   a mudança uma condição absoluta  na manifestação dos Espíritos; ela se prende a uma   aptidão  especial  da  qual   os   médiuns, os mais mecânicos,  não  estão   sempre   dotados. Nós designamos os   que   têm essa aptidão, sob o nome de médiuns polígrafos.

PERDA E SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE

220. A faculdade medianímica está sujeita a intermitências e a suspensões momentâneas, seja para as manifestações   físicas,   seja  para a escrita. Eis a resposta dos Espíritos a algumas perguntas, feitas a esse respeito.

1. Os médiuns podem perder sua faculdade?

Isso ocorre freqüentemente, qualquer que seja o gênero dessa faculdade; mas, freqüentemente também, isso não é senão uma interrupção momentânea, que cessa com a causa que a produziu.

2. A causa da perda da mediunidade está no esgotamento do fluido?

De qualquer faculdade que o médium esteja dotado, ele nada pode sem o concurso simpático dos Espíritos; quando não obtém mais nada, não é sempre a faculdade que lhe falta; freqüentemente, são os Espíritos que não querem mais ou não podem mais se servirem dele.