O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVII 688

É a fim de pôr sua paciência à prova e julgar sua perseverança; por isso os Espíritos não assinalam, em geral, nenhum termo a essa suspensão; querem ver se o médium se aborrecerá. Freqüentemente, é também para dar-lhe tempo de meditar as instruções que lhe deram, e é nessa meditação dos nossos ensinamentos que reconhecemos os espíritas verdadeiramente sérios; não podemos dar esse nome aos que não são, na realidade, senão amadores em comunicações.

6. É necessário, nesse caso, que o médium continue suas tentativas para escrever?

Se o Espírito lhe aconselha, sim; se lhe manda abster-se, deve fazê-lo.

7. Haveria um meio de abreviar essa prova?

A  resignação e a prece. De resto, basta fazer, cada dia,  uma tentativa de alguns minutos, porque seria inútil perder   seu  tempo em ensaios infrutíferos; a tentativa não tem  outro   objetivo  que   assegurar   se  a   faculdade  está recuperada.

8. A suspensão não implica no afastamento dos Espíritos que se comunicam habitualmente?

De nenhum modo; o médium está então na posição de uma pessoa que perdeu momentaneamente a visão, e por isso não estaria menos cercada de seus amigos, embora não possa vê-los. O médium pode, pois, e mesmo o deve, continuar a se entreter pelo pensamento com seus Espíritos familiares, e estar persuadido de que é por eles ouvido. Se a falta da mediunidade pode privá-lo de comunicações materiais com certos Espíritos, não pode privar das comunicações morais.

9. Assim, a interrupção da faculdade medianímica não implica sempre numa censura da parte dos Espíritos?

Não, sem dúvida, uma vez que pode ser uma prova de benevolência.

10. Por que meio se pode reconhecer uma censura nessa interrupção?