O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVII 690

14. Se é uma missão, como ocorre que não seja o privilégio de homens de bem, e que essa faculdade seja dada a pessoas que não merecem nenhuma estima e que podem dela abusar?

Ela lhes é dada porque têm dela necessidade para sua própria melhoria e para que estejam em condições de receber bons esclarecimentos; se disso não se aproveitam, sofrerão as conseqüências. Jesus não dava de preferência sua palavra aos pecadores dizendo que é preciso dar àqueles que não tem?

15. As pessoas que têm um grande desejo de escreverem como médiuns, e que não podem triunfar, podem disso concluírem alguma coisa contra elas mesmas no que toca à benevolência dos Espíritos a seu respeito?

Não, porque Deus pode lhes haver recusado essa faculdade, como pode lhes ter recusado o dom da poesia ou da música; mas, se não gozam desse favor, podem gozar de outros.

16. Como um homem pode se aperfeiçoar pelos ensinamentos dos Espíritos quando não tem, nem por si mesmo nem por outros médiuns, os meios para receber esse ensinamento direto?

Não tem os livros, como o cristão tem o Evangelho? Para praticar a moral de Jesus, o cristão não tem necessidade de ter ouvido as palavras saírem de sua boca.