O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XVIII 692

Já   disse   que   isso depende do estado físico e moral do   médium. Há pessoas nas quais é necessário evitar toda causa de sobreexcitação, e esta é uma delas. (nºs 188 e 194.)

5. A mediunidade poderia produzir a loucura?

Não mais do que todas as outras coisas, quando não há predisposição pela fraqueza do cérebro. A mediunidade não produzirá a loucura quando o princípio não exista; mas, se o princípio existe, o que é fácil de se reconhecer pelo estado moral, o bom-senso diz que é preciso usar de cautela sob todos os aspectos, porque toda causa de agitação pode ser nociva.

6. Há inconvenientes em desenvolver a mediunidade na criança?

Certamente, e sustento que é muito perigoso; porque esses organismos fracos e delicados seriam muito abalados e sua jovem imaginação muito excitada; além disso, os parentes sábios as afastarão dessas idéias, ou, pelo menos, delas não lhes falarão senão sob o ponto de vista das conseqüências morais.

7. Entretanto, há crianças que são médiuns naturalmente, seja para os efeitos físicos, seja para a escrita e as visões; isto também é inconveniente?

Não;  quando a faculdade é espontânea numa criança, é  porque está  na sua   natureza  e  sua  constituição  a  ela se   presta;   não ocorre o mesmo quando é provocada e superexcitada. Notai que a criança que tem visões, geralmente,  pouco  se  impressiona   com  isso, que lhe  parece uma coisa muito natural, à qual presta bastante fraca atenção e que, a  miúdo,  esquece;  mais  tarde  o fato lhe vem à memória e, se conhece o Espiritismo, explica-se facilmente.

8. Qual é a idade na qual se pode, sem inconveniente, se ocupar da mediunidade?

Não há idade precisa e isso depende inteiramente do   desenvolvimento   físico,  e   ainda   mais  do desenvolvimento moral; há crianças de doze anos que serão menos