O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XIX 696

– Esta explicação não parece confirmar a opinião daqueles que crêem que todas as comunicações emanam do Espírito do médium, e não do Espírito estranho?

Não estão errados senão porque são absolutos; porque é certo que o Espírito do médium pode agir por si mesmo; mas isso não é uma razão para que outros não atuassem igualmente por seu intermédio.

3. Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou do Espírito estranho?

Pela natureza das comunicações. Estudai as circunstâncias e a linguagem, e distinguireis. É sobretudo no estado de sonambulismo ou de êxtase que o Espírito do médium se manifesta, porque então está mais livre; mas no estado normal é mais difícil. Aliás, há respostas que é impossível atribuir-lhe; por isso disse para estudar e observar.

Nota.  Quando  uma pessoa nos fala, nós distinguimos facilmente o que    vem   dela,  ou  o  que não é senão o eco; ocorre o mesmo com os médiuns.

4. Uma   vez  que o Espírito do médium pôde adquirir, em   existências   anteriores, os conhecimentos que esquece  sob seu envoltório corporal, mas dos quais se lembra como   Espírito,   não pode tirar do seu próprio fundo as idéias que parecem ultrapassar a capacidade de sua instrução?

Isso ocorre com freqüência no estado de crise sonambúlica ou estática; mas, ainda uma vez, há circunstâncias que não permitem a dúvida: estudai longamente e meditai.

5. As comunicações provenientes do Espírito do médium são sempre inferiores às que poderiam ser dadas pelos Espíritos estranhos?

Sempre, não;   porque   o próprio Espírito estranho pode  ser  de uma   ordem   inferior à do médium, e por isso falar menos sensatamente. Vê-se isso no sonambulismo; porque aí é, o mais freqüentemente, o Espírito do sonâmbu-