O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XIX 698

deça à sua vontade; pois bem, compreendei, também, que, para uma comunicação inteligente há necessidade de um intermediário inteligente, e que esse intermediário é o Espírito do médium.

– Isto não parece aplicável ao que se chama de mesas falantes; porque quando os objetos inertes, como as mesas, pranchetas e cestas dão respostas inteligentes, parece que o Espírito do médium aí não está para nada.

É um erro; o Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida factícia momentânea, mas não inteligência; jamais um corpo inerte foi inteligente. É, pois, o Espírito do médium que recebe o pensamento, com o seu desconhecimento, e o transmite, pouco a pouco, com a ajuda de diversos intermediários.

10. Resultaria, dessas explicações, que o Espírito do médium não está jamais completamente passivo?

Ele é passivo quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito estranho, mas não é jamais absolutamente nulo; seu concurso é sempre necessário como intermediário, mesmo naqueles que chamais médiuns mecânicos.

11. Não há mais garantia de independência no médium mecânico do que no médium intuitivo?

Sem nenhuma dúvida, e, para certas comunicações, um médium mecânico é preferível; mas, quando se conhecem as faculdades de um médium intuitivo, isso se torna diferente, segundo as circunstâncias; quero dizer que há comunicações que reclamam menos precisão.

12. Entre os diferentes sistemas que foram emitidos para explicar os fenômenos espíritas, há um que consiste em crer que a verdadeira mediunidade está num corpo completamente inerte, na cesta ou no papelão, por exemplo, que serve de instrumento; que o Espírito estranho se identifica com esse objeto e o torna não somente vivo, mas inteligente; daí o nome de médiuns inertes dado a esses objetos; que pensais disso?

Não  há  senão  uma palavra a dizer quanto a isso, e é