O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XIX 701

to, o   Espírito  pode  se servir daquele que tem sob a mão; mas  é natural que, para as comunicações de uma certa ordem,   ele  prefira  o médium que lhe ofereça menos obstáculos  materiais. De resto, uma outra consideração: O idiota,  freqüentemente,   não   é idiota   senão pela imperfeição dos seus órgãos, mas seu Espírito pode ser mais avançado do que  credes;  disso  tendes  a   prova   por certas evocações de idiotas, vivos ou mortos.

Nota. Isso é um fato constatado pela experiência; várias vezes evocamos idiotas vivos que nos deram provas patentes de sua identidade, e respondiam de maneira muito sensata e mesmo superior. Isso é uma punição para o Espírito que sofre o constrangimento em que se encontra. Um médium idiota pode, pois, algumas vezes, oferecer ao Espírito que quer se manifestar, mais recursos do que se crê. (Ver Revista Espírita, julho 1860, artigo sobre a Frenologia e a fisiognomia.)

20. De onde provém a aptidão de certos médiuns para escreverem em versos, malgrado sua ignorância quanto à poesia?

A poesia é uma linguagem; podem escrever em versos como podem escrever em uma língua que não conhecem; de resto,   podem  ter  sido  poetas em uma outra existência e, como vos disse, os conhecimentos adquiridos não são jamais  perdidos pelo Espírito  que deve alcançar a perfeição em todas as coisas. Então, o que conheceram, lhes dá,  sem  que o saibam, uma facilidade que não têm no estado normal.

21. Ocorre o mesmo com aqueles médiuns, malgrado sua ignorância quanto à música e à pintura que têm uma aptidão especial para o desenho e a música?

Sim; o desenho e a música são também maneiras de expressar o pensamento; os Espíritos se servem dos instrumentos que lhes ofereçam maior facilidade.

2. A  expressão  do  pensamento   pela     poesia,  pelo   desenho   ou    pela   música  depende   unicamente  da aptidão   especial  do  médium   ou da do Espírito que se comunica?

Algumas   vezes  do  médium, algumas vezes do Espí-