O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XX 711

Freqüentemente, esses avisos e esses conselhos não são ditados para ele pessoalmente, mas para outros, aos quais não podemos nos dirigir senão por intermédio desse médium, mas que deve deles tomar a sua parte, se não está cego pelo amor-próprio.

Não creiais que a faculdade medianímica seja dada para corrigir somente uma ou duas pessoas; não; o objetivo é maior: trata-se da Humanidade. Um médium é um instrumento muito pouco importante como indivíduo; por isso, quando damos instruções que devem aproveitar à generalidade, nos servimos daqueles que possuem as facilidades necessárias; mas admitais, por certo, que virá um tempo no qual os bons médiuns serão bastante comuns, para que os bons Espíritos não tenham necessidade de se servirem de maus instrumentos.

6. Uma vez que as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, como ocorre que um médium dotado de boas qualidades, transmita respostas falsas ou grosseiras?

Conheceis todos os recessos de sua alma? Aliás, sem ser vicioso, pode ser leviano e frívolo; ademais, algumas vezes, tem necessidade de uma lição para que se mantenha em guarda.

7. Por que os Espíritos superiores permitem que pessoas dotadas   de   uma  grande força como médiuns, e que poderiam fazer muito de bem, sejam os instrumentos do erro?

Tratam de influenciá-las; mas quando se deixam conduzir para um mau caminho, deixam-nas ir. Por isso, delas se servem com repugnância, porque a verdade não pode ser interpretada pela mentira.

8. É absolutamente impossível ter boas comunicações através de um médium imperfeito?

Um médium imperfeito, algumas vezes, pode obter boas coisas, porque, se tem uma bela faculdade, os bons Espíritos podem dele servir-se, na falta de outro, numa circunstância  particular;  mas  isso não é sempre senão mo-