O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXV 779

que não é concedida senão com um objetivo de utilidade geral. Para que um Espírito possa se comunicar, é preciso que tenha atingido o grau de adiantamento do mundo no qual é chamado, de outro modo é estranho às idéias desse mundo e não tem nenhum ponto de comparação. Não ocorre o mesmo com aqueles que são enviados em missão ou em expiação aos mundos inferiores: têm idéias necessárias para responderem.

4. Por quais motivos a permissão de se comunicar pode ser recusada a um Espírito?

Pode ser uma prova ou uma punição para ele ou para aquele que o chama.

5. Como os Espíritos dispersos no espaço ou nos diferentes mundos podem ouvir, de todos os pontos do Universo, as evocações que lhes são feitas?

Freqüentemente, são prevenidos pelos Espíritos familiares que vos cercam e que vão procurá-los; mas se passa aqui um fenômeno que é difícil de vos explicar, porque não podeis ainda compreender o modo de transmissão do pensamento entre os Espíritos. O que vos posso dizer é que o Espírito que evocais, por distante que esteja, recebe, por assim dizer o impacto do pensamento como uma espécie de comoção elétrica que chama sua atenção para o lado de onde vem o pensamento que se dirige a ele. Pode-se dizer que ouve o pensamento, como na Terra ouvis a voz.

O fluido universal é o veículo do pensamento como o ar é do som?

Sim, com a diferença de que o som não pode se fazer ouvir senão em um raio muito limitado, ao passo que o pensamento atinge o infinito. O Espírito, no espaço, é como um viandante em meio de uma vasta planície, e que, de repente, ouvindo pronunciar seu nome, se dirige para o lado de onde vem o chamado.

6. Sabemos que as distâncias são pouca coisa para os Espíritos, entretanto, admira-se de vê-los, algumas ve-