O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXV 781

Nenhum, se esse Espírito é vosso igual ou superior em moralidade – digo em moralidade, e não em inteligência –, porque não tendes sobre ele nenhuma autoridade; se é vosso inferior, podeis, se for para seu bem, porque então outros Espíritos vos secundarão. (nº 279.)

1. Há inconveniente em evocar Espíritos inferiores, e pode-se temer, em os chamando, colocar-se sob seu domínio?

Eles não dominam senão aqueles que se deixam dominar. Quem está assistido por bons Espíritos, nada tem a temer; impõe-se aos Espíritos inferiores e estes não se impõem a ele. No isolamento, os médiuns, sobretudo aqueles que começam, devem se abster dessas espécies de evocações (nº 278.)

12. É necessário aplicar algumas disposições particulares nas evocações?

A mais essencial de todas as disposições é o recolhimento, quando se quer ter relações com Espíritos sérios. Com a fé e o desejo do bem, se está em mais condições para evocar os Espíritos superiores. Elevando sua alma por alguns instantes de recolhimento, no momento da evocação, se identifica com os bons Espíritos e os dispõe a virem.

13. A fé é necessária para as evocações?

A fé em Deus, sim; para o mais, a fé virá, se quiserdes o bem e tiverdes o desejo de vos instruir.

14. Os homens, reunidos em uma comunidade de pensamentos e de intenções, têm mais força para evocar os Espíritos?

Quando todos estão reunidos para a caridade e para o bem, obtêm grandes coisas. Nada é mais nocivo ao resultado das evocações do que a divergência de pensamentos.

15. A precaução de fazer a cadeia, em se dando as mãos durante alguns minutos, no início das reuniões, é útil?