O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXV 782

A cadeia é um meio material que não estabelece a união entre vós, se ela não existe no pensamento; o que é mais útil do que tudo isso, é o unir-se em um pensamento comum apelando, cada um de seu lado, aos bons Espíritos. Não sabeis tudo o que se poderia obter em uma reunião séria, na qual fosse banido todo sentimento de orgulho e de personalidade, e onde reinasse um sentimento de mútua cordialidade.

16. As evocações com dias e horas fixados, são preferíveis?

Sim, e se possível no mesmo lugar: os Espíritos aí vão naturalmente; é o desejo constante, que tendes, o que ajuda os Espíritos a virem se colocar em comunicação convosco. Os Espíritos têm suas ocupações que não podem deixar de improviso para vossa satisfação pessoal. Digo no mesmo lugar, mas não creiais que seja uma obrigação absoluta, porque os Espíritos vão por toda parte; quero dizer que um lugar consagrado a isso é preferível, porque o recolhimento nele é mais perfeito.

17. Certos objetos, tais como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atraírem ou repelirem os Espíritos, como alguns o pretendem?

Essa pergunta é inútil, porque sabeis bem que a matéria não tem nenhuma ação sobre os Espíritos. Estejais bem certos de que jamais um bom Espírito aconselha semelhantes absurdos; a virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, não existiu senão na imaginação das pessoas crédulas.

18. Que pensar dos Espíritos que marcam encontro em lugares lúgubres e a horas impróprias?

Esses Espíritos se divertem às custas dos que os escutam. É sempre inútil e, com freqüência perigoso, ceder a tais sugestões: inútil porque não se ganha absolutamente nada, senão ser mistificado; perigoso, não pelo mal que os Espíritos podem fazer, mas pela influência que isso pode exercer sobre os cérebros fracos.