O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXV 788

Nota. A duração da perturbação sendo muito variável, não pode ter prazo fixo para a evocação; é raro, entretanto, que ao cabo de oito dias o Espírito não se reconheça o bastante para poder responder; pode fazê-lo algumas vezes, muito bem, dois ou três dias depois da morte; pode-se, em todos os casos, tentar com cautela.

34. A evocação, no instante da morte, é mais penosa para o Espírito do que seria mais tarde?

Algumas vezes; é como se vos arrancassem do sono antes que estivésseis completamente despertos. Há, entretanto, os que com isso não ficam nada contrariados, e mesmo que isso ajuda a sair da perturbação.

35. Como o Espírito de uma criança, morta em tenra idade, pode responder com conhecimento de causa, quando, em sua vida, não tinha ainda a consciência de si mesma?

A alma da criança é um Espírito ainda envolvido nas faixas da matéria; mas, liberto da matéria, goza das suas faculdades de Espírito, porque os Espíritos não têm idade; o que prova que o Espírito da criança já viveu. Entretanto, até que esteja completamente liberto, pode conservar na sua linguagem alguns traços característicos da infância.

Nota. A influência corporal que se faz sentir por tempo mais ou menos longo sobre o Espírito da criança, se faz igualmente, algumas vezes, notar sobre o Espírito daqueles que morreram em estado de loucura. O Espírito, em si mesmo, não é louco, mas sabe-se que certos Espíritos crêem, durante algum tempo, serem ainda deste mundo; não é, pois, de se admirar que, no louco, o Espírito se ressinta ainda dos entraves que, durante a vida, se opunham à sua livre manifestação, até que esteja completamente desprendido. Esse efeito varia segundo as causas da loucura, porque há loucos que recobram toda a lucidez de suas idéias imediatamente depois da sua morte.

283. Evocações dos Animais

36. Pode-se evocar o Espírito de um animal?

Depois da morte do animal, o princípio inteligente, que estava nele, fica em estado latente; logo é utilizado