O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXV 796

56. Uma vez que a evocação de pessoas vivas pode ter inconvenientes, quando é feita sem precaução, o perigo não existe quando se evoca um Espírito que não se sabe se está encarnado, e que poderia não se encontrar em condições favoráveis?

Não, as circunstâncias não são as mesmas; ele não virá se não estiver em posição de fazê-lo; e, aliás, já não vos disse para perguntardes, antes de fazer uma evocação, se ela é possível?

57. Quando experimentamos, nos momentos mais inoportunos, uma irresistível vontade de dormir, isso proviria do fato de sermos evocado em alguma parte?

Isso pode sem dúvida ocorrer, mas, com mais freqüência, é um feito puramente físico, seja porque o corpo tenha necessidade de repouso, seja porque o Espírito tenha necessidade de sua liberdade.

Nota. Uma dama de nosso conhecimento, médium, teve um dia a idéia de evocar o Espírito de seu neto que dormia no mesmo quarto. A identidade foi constatada pela linguagem, as expressões familiares da criança e pelo relato muito exato de várias coisas que lhe aconteceram no colégio; mas uma circunstância veio confirmá-la. De repente a mão do médium se detém no meio de uma frase, sem que lhe seja possível nada mais obter; nesse momento, a criança semi-desperta fez vários movimentos em seu leito; alguns instantes depois, estando dormindo, a mão marcha de novo, continuando a conversa interrompida. A evocação de pessoas vivas, feita em boas condições, prova da maneira menos contestável, a ação distinta do Espírito e do corpo e, por conseqüência, a existência de um princípio inteligente independente da matéria. (Ver na Revista Espírita de 1860, páginas 11 e 81, vários exemplos notáveis de evocação de pessoas vivas.)

 

285. Telegrafia humana

58. Duas pessoas, evocando-se mutuamente, poderiam transmitir-se seus pensamentos e se corresponderem?