O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXVI 803

por um Espírito travesso: dizemos-lhes isso a cada instante. (Ver O Livro dos Espíritos, conhecimento do futuro, nº 868.)

8. Não há, todavia, algumas vezes, acontecimentos futuros que são anunciados espontaneamente, e com verdade, pelos Espíritos?

Pode ocorrer que o Espírito preveja coisas que julga útil fazer conhecer, ou que tenha a missão de vos fazer conhecer; porém, há ainda mais a se desconfiar dos Espíritos enganadores que se divertem fazendo previsões. Não é senão o conjunto das circunstâncias que pode fazer apreciar o grau de confiança que elas merecem.

9. Qual o gênero de previsões do qual mais se deve desconfiar?

Todas as que não têm um objetivo útil geral. As previsões pessoais, quase sempre, podem ser consideradas como apócrifas.

10. Qual é o objetivo dos Espíritos que anunciam espontaneamente acontecimentos que não ocorrem?

O mais freqüentemente, é para se divertirem com a credulidade, o medo ou a alegria que causam, depois se riem do desapontamento. Essas previsões mentirosas têm entretanto, algumas vezes, um objetivo mais sério que é o de colocar à prova aquele a quem são feitas, a fim de ver a maneira pela qual toma a coisa, a natureza dos sentimentos, bons ou maus, que fazem nascer nele.

Nota. – Tal seria, por exemplo, o anúncio do que pode agradar a cupidez ou a ambição, como a morte de uma pessoa, a perspectiva de uma herança, etc.

11. Por que os Espíritos sérios, quando fazem pressentir um acontecimento, ordinariamente não lhe fixam a data; é por impossibilidade ou vontade de sua parte?

Por um e outro motivo; eles podem, em certos casos, fazer pressentir um acontecimento: é então uma advertência que vos dão. Quanto a precisar-lhe a época, freqüente-