O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXVII 821

O Espírito que ensina isso é um Espírito que quer dominar, e por isso quer fazer crer que é o único; mas o infeliz que ousa tomar o nome de Deus expiará duramente seu orgulho. Quanto a essas doutrinas, elas se refutam a si mesmas, porque estão em contradição com os fatos mais averiguados; não merecem um exame sério, porque não têm bases.

A razão vos diz que o bem procede de uma boa fonte e o mal de uma fonte má; por que quereríeis que uma boa árvore desse maus frutos? Jamais haveis colhido uva de macieira. A diversidade das comunicações é a prova, a mais patente, da diversidade da sua origem. Aliás, os Espíritos que pretendem ser os únicos em se comunicarem, esquecem de dizer porque os outros não poderiam fazê-lo. Sua pretensão é a negação daquilo que o Espiritismo tem de mais belo e mais consolador: as relações do mundo visível e do mundo invisível, dos homens com os seres que lhes são caros e que, assim, estariam perdidos para eles sem retorno. São essas relações que identificam o homem com o seu futuro, que o desprendem do mundo material; suprimir essas relações é remergulhá-lo na dúvida que o atormenta; é dar um alimento ao seu egoísmo. Examinando com cuidado a doutrina desses Espíritos, nela se reconhecem, a cada passo, contradições injustificáveis, as marcas da sua ignorância sobre as coisas mais evidentes e, por conseqüência, os sinais certos de sua inferioridade. O ESPÍRITO DE VERDADE.

8. De todas as contradições que se notam nas comunicações dos Espíritos, uma das mais surpreendentes é a relativa à reencarnação. Se a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como ocorre que todos os Espíritos não a ensinem?

Não sabeis que há Espíritos cujas idéias se limitam ao presente, como acontece com muitos homens da Terra? Crêem que o que está para eles deve durar sempre; não vêem além do círculo de suas percepções, e não se preocupam com o saberem nem de onde vieram e nem para onde vão, e, assim, devem suportar a lei da necessidade. A reen-