O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXIX 841

apenas elas não podem mais iniciar na ciência espírita, do que a visão de um engenhoso mecanismo não pode fazer conhecer a mecânica, se não se lhe conhece as leis; contudo, se forem dirigidas com método e prudência, obter-se-ão resultados bem melhores. Voltaremos, daqui a pouco, a esse assunto.

327. As reuniões instrutivas têm um outro caráter e como são aquelas onde se pode haurir o verdadeiro ensinamento, insistiremos antes sobre as condições que devem preencher.

A primeira de todas é permanecerem sérias, em toda a acepção da palavra. É preciso bem se persuadir de que os Espíritos aos quais se quer dirigir, são de uma natureza toda especial; que o sublime, não podendo se aliar ao trivial, nem ao bem como ao mal, se se quer obter boas coisas, é preciso se dirigir aos bons Espíritos; mas não basta chamar os bons Espíritos; é necessário, como condição expressa, estar nas condições propícias para que eles queiram vir; ora, os Espíritos superiores não virão mais às assembléias de homens levianos e superficiais, do que teriam vindo quando vivos.

Uma sociedade não é verdadeiramente séria senão com a condição de se ocupar de coisas úteis com a exclusão de todas as outras; se aspira a obter fenômenos extraordinários por curiosidade ou passatempo, os Espíritos que os produzem poderão vir, mas os outros se irão. Em uma palavra, qualquer que seja o caráter de uma reunião, ela encontrará sempre Espíritos dispostos a secundarem suas tendências. Uma reunião séria se afasta, pois, do seu objetivo, se troca o ensinamento pelo divertimento. As manifestações físicas, como dissemos, têm sua utilidade; que aqueles que querem ver, busquem as reuniões experimentais; que aqueles que querem compreender, busquem as reuniões de estudo; será assim que, uns e outros, poderão completar sua instrução espírita, como no estudo da medicina uns vão aos cursos e outros à clínica.

328. A instrução espírita não compreende apenas o ensinamento moral dado pelos Espíritos, mas também o es-