O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXIX 846

pela experiência que os pequenos círculos íntimos são sempre mais favoráveis às belas comunicações, e isso pelos motivos que desenvolvemos.

333. Há, ainda, um outro ponto que não é menos necessário: a regularidade das reuniões. Em todas, há sempre Espíritos que se poderia chamar de habituais, e não entendemos por isso esses Espíritos que se acham por toda a parte e se misturam com tudo; aqueles são, ou Espíritos protetores, ou aqueles que são interrogados mais freqüentemente. Não é preciso crer que esses Espíritos não tenham outra coisa a fazerem do que nos escutarem; eles têm suas ocupações e podem, aliás, se encontrarem em condições desfavoráveis para serem evocados. Quando as reuniões ocorrem a dias e horas fixas, se preparam de acordo, e é raro que faltem. Há mesmo os que levam a pontualidade ao excesso; melindram-se com um quarto de hora de atraso, e se eles mesmos marcam o momento de uma entrevista, será inútil chamá-los alguns minutos mais cedo. Acrescentemos, no entanto, que se bem que os Espíritos prefiram a regularidade, os que são verdadeiramente superiores não são meticulosos a esse ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril. Fora das horas consagradas, eles podem, sem dúvida, virem e vêm, até com boa vontade, se o objetivo é útil; mas nada é mais nocivo às boas comunicações do que chamá-los a torto e a direito, quando a fantasia nos toma e, sobretudo, sem motivo sério; como não estão obrigados a se submeterem aos nossos caprichos, poderiam não se incomodar, e é então, sobretudo, que os outros podem tomar seu lugar e seu nome.

DAS SOCIEDADES PROPRIAMENTE DITAS

334. Tudo o que dissemos sobre as reuniões em geral, se aplica naturalmente às sociedades regularmente constituídas; estas, entretanto, têm que lutar contra algumas dificuldades especiais que nascem do próprio laço que une os membros. Tendo sido várias vezes perguntados so-