O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXXI 888

nicação admirável? Credes que viemos procurar o vosso aplauso? Desenganai-vos; não gostamos de vos divertir mais de um modo do que de outro; de vossa parte, ainda aí está a curiosidade que dissimulais em vão; nosso objetivo é o de vos tornar melhores. Ora, quando vemos que nossas palavras não produzem frutos, e que tudo se reduz, do vosso lado, a uma estéril aprovação, vamos procurar almas mais dóceis; deixamos então virem em nosso lugar os Espíritos que mais não pedem do que falarem, e para isso não faltam. Admirais que os deixemos tomar o nosso nome; que vos importa, uma vez que isso não é nem mais nem menos para vós? Mas, sabei bem que não o permitiríamos diante daqueles pelos quais nos interessamos realmente, quer dizer, daqueles com os quais não perdemos o nosso tempo; estes são nossos preferidos e nós os preservamos da mentira. Não inculpeis, pois, senão a vós, se estais freqüentemente enganados; para nós o homem sério não é aquele que se abstém de rir, mas aquele cujo coração é tocado por nossas palavras, que as medita e as aproveita. (Ver nº 268, perguntas 19 e 20.)

Massillon.

XXVI

O Espiritismo deveria ser uma salvaguarda contra o Espírito de discórdia e de dissensão; mas esse Espírito tem, em todos os tempos, derramado elemento de discórdia sobre os humanos, porque tem inveja da felicidade que proporcionam a paz e a união. Espíritas! ele poderá, pois, penetrar em vossa assembléia, e não duvideis disso, procurará aí semear a desafeição, mas será impotente contra aqueles que a verdadeira caridade anima. Tende-vos, pois, em guarda, e velai sem cessar à porta do vosso coração, e também à de vossas reuniões, para aí não deixar penetrar o inimigo. Se os vossos esforços são impotentes contra o de fora, dependerá sempre de vós interditar-lhe o acesso à vossa alma. Se as dissensões se erguem entre vós, não podem ser suscitadas senão por maus Espíritos; que aqueles, pois, que tenham no mais