O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXXI 889

alto grau o sentimento dos deveres que lhes impõe a urbanidade, do mesmo modo que o Espiritismo verdadeiro, se mostrem os mais pacientes, os mais dignos e os mais convenientes; os bons Espíritos, algumas vezes, podem permitir essas lutas para fornecer aos bons como aos maus sentimentos, ocasião de se revelarem, a fim de separar o bom grão do joio, e estarão sempre do lado onde haja mais humildade e verdadeira caridade.

São Vicente de Paulo.

XXVII

Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a divisão e o isolamento. São, quase sempre, Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram se impor aos homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de fasciná-los e tê-los sob sua dominação. São, geralmente, Espíritos famintos de poder, que, déspotas públicos ou privados quando em vida, querem ter ainda vítimas para tiranizarem depois da morte. Em geral, desconfiai das comunicações que tenham um caráter de misticismo e de estranheza, ou que prescrevem cerimônias e atos bizarros; há sempre, então, um motivo legítimo de suspeição.

Por outro lado, crede que quando uma verdade deva ser revelada à Humanidade, ela é, por assim dizer, instantaneamente comunicada em todos os grupos sérios, que possuam médiuns sérios, e não a tal ou tal com a exclusão de todos os outros. Ninguém é médium perfeito se está obsidiado, e há obsessão manifesta quando um médium não é apto senão para receber comunicações de um Espírito especial, tão alto que este procura se colocar, ele mesmo. Em conseqüência, todo médium, todo grupo que se crêem privilegiados por comunicações que só eles podem receber, e que, de outra parte, estão submetidos a práticas que tocam a superstição, estão, indubitavelmente, sob a influência de uma das obsessões mais bem