O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XXXI 890

caracterizadas, sobretudo quando o Espírito dominador se enfeita de um nome que todos, Espíritos e encarnados, devemos honrar e respeitar, e não deixar comprometer a cada passo.

É incontestável que submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, será fácil repelir o absurdo e o erro. Um médium pode estar fascinado, um grupo iludido; mas o controle severo dos outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos chefes de grupos, as comunicações dos principais médiuns que recebem um selo de lógica e de autenticidade de nossos melhores Espíritos, farão rapidamente justiça a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos enganadores ou maus.

Erasto (discípulo de São Paulo).

Nota. – Um dos caracteres distintivos desses Espíritos que querem se impor e fazerem aceitar idéias bizarras e sistemáticas, é o de pretenderem, mesmo sozinhos na sua opinião, ter razão contra todo o mundo. Sua tática é a de evitar a discussão, e quando se vêem combatidos vitoriosamente pelas armas irresistíveis da lógica, se recusam desdenhosamente a responderem, e prescrevem aos seus médiuns o afastamento dos Centros onde suas idéias não são acolhidas. Esse isolamento é o que há de mais fatal para os médiuns, porque sofrem, sem contraposição, o jugo desses Espíritos obsessores que os conduzem, como cegos, e os guiam, freqüentemente, para caminhos perniciosos.

XXVIII

Os falsos profetas não estão somente entre os encarnados; estão, também, e em maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, sob o falso semblante de amor e de caridade, semeiam a desunião e retardam a obra emancipadora da Humanidade, lançando de permeio seus sistemas absurdos, que fazem seus médiuns aceitarem, e para melhor fascinar aqueles que querem iludir, para darem mais peso às suas teorias, se enfeitam, sem escrúpulos, com