O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - INTRODUÇÃO 921

Este controle universal é uma garantia para a unidade futura do Espiritismo, e anulará todas as teorias contraditórias. É nele que, no futuro, se procurará o critério da verdade. O que fez o sucesso da doutrina formulada em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns, foi que, por toda parte, cada um pôde receber diretamente dos Espíritos a confirmação do que eles contêm. Se, de todas as partes, os Espíritos tivessem vindo contradizê-los, esses livros teriam, depois de tanto tempo, suportado a sorte de todas as concepções fantásticas. O próprio apoio da imprensa não os teria salvo do naufrágio, ao passo que, privados desse apoio, não tiveram um caminho menos rápido, porque tiveram o apoio dos Espíritos, cuja boa vontade compensou, em muito, a má vontade dos homens. Assim o será com todas as idéias emanadas dos Espíritos ou de homens que não puderem suportar a prova deste controle, do qual ninguém pode contestar o poder.

Suponhamos, pois, que alegrasse a certos Espíritos ditar, sob um título qualquer, um livro em sentido contrário; suponhamos mesmo que, numa intenção hostil, e com objetivo de desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas; que influência poderiam ter esses escritos se são desmentidos, de todos os lados, pelos Espíritos? É da adesão destes últimos que seria preciso se assegurar, antes de lançar um sistema em seu nome. Do sistema de um só ao de todos, há a distância da unidade ao infinito. Que podem mesmo todos os argumentos dos detratores, sobre a opinião das massas, quando milhões de vozes amigas, partidas do espaço, vêm de todos os cantos do Universo, e no seio de cada família os atacam vivamente? A experiência, sob esse aspecto, já não confirmou a teoria? Em que se tornaram todas essas publicações que deviam, supostamente, aniquilar o Espiritismo? Qual aquela que apenas lhe deteve a marcha? Até hoje, não se tinha encarado a questão sob este ponto de vista, um dos mais graves, sem contradita; cada um contou consigo mesmo, mas sem contar com os Espíritos.

O princípio da concordância é, ainda, uma garantia contra as alterações que poderiam infligir ao Espiritismo as seitas que gostariam de se apoderar dele em seu proveito, e acomodá-lo à sua maneira. Quem tentasse desviá-lo do seu objetivo providencial, fracassaria, pela simples razão