O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - INTRODUÇÃO 932

cê-la depois da morte. Livres da loucura do corpo, então, conversaremos, é de esperar-se, com homens igualmente livres, e conheceremos por nós mesmos a essência das coisas. Por isso, os verdadeiros filósofos se exercitam para morrer e a morte não lhes parece de nenhum modo temível. (O Céu e o Inferno, 1ª parte, cap. II; 2ª parte, cap.I).

Eis aí o princípio das faculdades da alma obscurecidas por intermédio dos órgãos corporais, e da expansão dessas faculdades depois da morte. Mas não se trata aqui senão de almas de elite, já depuradas; não ocorre o mesmo com as almas impuras.

IV – A alma impura, nesse estado, está entorpecida e é arrebatada de novo para o mundo visível pelo horror daquilo que é invisível e imaterial; ela erra, então, diz-se, ao redor dos mausoléus e dos túmulos, perto dos quais viu, por vezes, fantasmas tenebrosos, como devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estar inteiramente puras, e que retêm alguma coisa da forma material, o que faz com que o olhar possa percebê-las. Essas não são as almas dos bons, mas dos maus, que são forçadas a errarem nesses lugares, onde carregam o castigo da sua primeira vida, e onde continuam a errar, até que os apetites inerentes à forma material, que se deram, conduzam-nas a um corpo; e, então, elas retomam, sem dúvida, os mesmos costumes que, durante sua primeira vida, foram o objeto de suas predileções.

Não só o princípio da reencarnação está aí claramente exposto, mas o estado das almas que estão ainda sob o império da matéria, está descrito tal como o Espiritismo o mostra nas evocações. Há mais: está dito que a reencarnação num corpo material é uma conseqüência da impureza da alma, enquanto que as almas purificadas estão livres dela. O Espiritismo não diz outra coisa; acrescenta, apenas, que a alma que tomou boas resoluções na erraticidade, e que tem conhecimentos adquiridos, leva, em renascendo, menos defeitos, mais de virtudes, e mais de idéias intuitivas que não tivera em sua precedente existência; e que, assim, cada existência marca para ela um progresso intelectual e moral. (O Céu e o Inferno, 2ª parte: Exemplos).

V – Depois da nossa morte, o gênio (daimon, demônio) que nos fora designado durante nossa vida, nos conduz para um lugar onde se reúnem todos aqueles que devem ser